domingo, 8 de fevereiro de 2015

A ÁGUIA POUSOU


Se tem uma coisa que gosto num livro é quando o autor consegue misturar fatos reais com outros ficcionais. Não que despreze os livros cem por cento ficcionais ou as biografias, longe disso, gosto mesmo é de uma boa história. Não à toa quando estava na escola lia os livros de história ou geografia como se fossem romances, volta e meia não recebia uma boa nota nas provas, principalmente quando as questões eram de múltipla escolha porque nunca fui de decorar datas ou coisas assim, portanto era capaz de saber dissertar sobre um fato histórico sem necessariamente saber o ano, o mês e o dia, a não ser que isso fosse extremamente importante para o fato. Lembro que no ensino médio tive um professor de história chamado Fábio que nos aplicava provas dissertativas, foi quando obtive as melhores notas da minha vida na matéria. Suas aulas eram conversas, ele não gostava do quadro negro e eu adorava o seu estilo despretensioso de ensinar.

O autor do livro que pretendo abandonar chama-se Harry Patterson (1929), o nome Jack Higgins que consta na capa foi um dos muitos pseudônimos usados pelo romancista britânico ao longo de sua obra. Não consegui descobrir uma razão para isso, quem souber escreve pra mim e conta, mas sua obra é muito vasta e A Águia Pousou, segundo consta, foi o seu livro mais famoso, nele o autor conta a história de uma tentativa de sequestro do Primeiro Ministro Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial.

O livro tem duas partes, a primeira é a preparação para a arrojada missão, tão secreta que nem mesmo o Almirante Canaris que era um influente chefe do Serviço Secreto alemão sabia de coisa alguma. Nessa parte todos os detalhes são muito ricos e fascinantes, além de rigorosamente autênticos. Na segunda parte, exatamente à uma hora da manhã do sábado, seis de novembro de 1943, Heinrich Himmler, o temido chefe da polícia secreta nazista, recebeu um sinal que esperava há muito tempo no seu quartel general em Berlim. Era apenas uma frase que dizia: “A Águia Pousou”. A mensagem significava que um grupo especialmente treinado de paraquedistas nazistas tinha descido sem transtornos na Inglaterra e estava a caminho de executar a perigosa tarefa de sequestrar o Primeiro Ministro Winston Churchill na sua casa de campo à beira mar onde deveria passar o fim de semana.

Como não se pode prever o imprevisto, mesmo em planos altamente organizados, este veio e interveio nos acontecimentos. A presença de um menino em um determinado lugar e hora fez com que uma cadeia de acontecimentos inesperados transformasse a pacífica região inglesa num verdadeiro campo de batalha com proporções dramáticas. Caberá ao leitor por si resolver onde está o verídico e onde está a ficção.

Cidade do abandono: Salvador/BA
Local: Museu Palacete das Artes - banco do jardim
Data: 04/04/2015

3 comentários:

  1. Estou lendo um que ganhei tem uma assinatura ilegível, e data de 16-08-76

    ResponderExcluir
  2. Ao que sei, ele escrevia com seu nome real. Mas, em certo momento, resolveu arriscar mudando de estilo e, para tanto, preferiu usar um pseudônimo. O novo estilo fez mais sucesso.

    ResponderExcluir
  3. Esse é um de meus livros preferidos. Já li e reli e quero ler novamente. É realmente empolgante, não se consegue desgrudar dele. Nã👍

    ResponderExcluir